Retrospectiva coral: Em ano 'morno', Santa Cruz sofreu com mata-matas e falta de público

      30 DEZ 2018
      30 de Dezembro de 2018

      Temporada tricolor não empolgou a torcida, que só compareceu acima dos 15 mil em quatro jogos no ano

      O Santa Cruz foi para o jogo decisivo do acesso à Série B, contra o Operário-PR, em Ponta Grossa-PR, com a vantagem do empate. Esteve, portanto, muito perto de conseguir o principal objetivo do clube no ano. Até a bola rolar. Na partida mais importante para o Tricolor no ano, o time foi engolido pelo adversário, que venceu por 3 a 0 com uma facilidade assustadora. Assim, a Cobra Coral terminou a temporada acumulando quatro fracassos em campo e uma estatística preocupante: não conseguiu passar por nenhum mata-mata.

      O cartão de visitas foi dado logo na estreia na Copa do Brasil. O time jogava por um empate contra o Fluminense de Feira de Santana em partida única na Bahia, mas perdeu o jogo por 2 a 0 e a chance de enfrentar, na segunda fase, o Náutico, o que garantiria uma boa renda, além da premiação por ter avançado de fase.

      No Campeonato Pernambucano, mais dois vexames. Primeiro, a campanha pífia na primeira fase, na qual terminou na 6ª colocação. Acabou sendo penalizado por ter que enfrentar o Sport (terceiro colocado na fase de grupo), ao invés de uma equipe do interior que, em tese, seria mais fácil. Em partida única na Ilha do Retiro, o segundo vexame: derrota por 3 a 0, sem esbanjar reação e tendo que ouvir gritos de olé na arquibancada.

      Na Copa do Nordeste, até terminou a primeira fase como líder do grupo A (que também tinha CRB, Confiança e Treze), mas o primeiro mata-mata foi desastroso. Após perder para o ABC por 1 a 0 em Natal, levou 4 a 1 no Arruda, com três gols nos primeiros 35 minutos de jogo. Na soma dos confrontos, 5 a 1 para o ABC.

      A Série C poderia ter “salvado” a temporada. Com uma campanha de altos e baixos, o time terminou a fase de grupos em 3º. No primeiro jogo do mata-mata do acesso, no Arruda, vitória por 1 a 0 sobre o Operário-PR. Muito mais na raça, na empolgação de uma partida disputada em um estádio com 49 mil torcedores apoiando. Aí veio o jogo de volta, em Ponta Grossa-PR. E a certeza de que a derrota, impiedosa, foi justa. O Santa Cruz não merecia, no acaso, “achar” um acesso que maquiaria todos os erros cometidos ao longo do ano.

      Arruda vazio

      o estádio só teve um jogo acima de 15 mil pessoas na temporada e três acima de 10 mil. Um alento, no entanto, já visando as próximas temporadas veio já nos últimos dias de 2018, com a inauguração do primeiro campo oficial do centro de treinamento Ninho das Cobras, em Aldeia.

      49.476

      Santa Cruz 1 X 0 Operário-PR (Primeiro jogo do mata-mata do acesso na Série C)

      14.782

      Santa Cruz 2 X 0 Remo (Primeira fase da Série C)

      14.101

      Santa Cruz 2 X 3 Botafogo-PB (Primeira fase da Série C)

      13.543

      Santa Cruz 1 X 1 Globo-RN (Primeira fase da Série C)

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