Falcão, o maior da história do futsal, fala sobre planos

      17 OUT 2018
      17 de Outubro de 2018

      O açougue não parecia o cenário ideal para quem sonhava em ser reconhecido mundialmente pelo seu talento. Foi por isso que Falcão, o maior jogador de futsal da história, largou seu trabalho como açougueiro para tentar a vida como atleta.

      Sua decisão não só o colocou no hall da fama mundial, como cravou seu nome para a eternidade no país que vive intensamente o futebol. O ídolo máximo deste esporte falou com exclusividade sobre sua carreira e seus planos para o futuro.

      Começo de carreira

      Alessandro Rosa Vieira nasceu em 8 de junho de 1977, na zona norte da cidade de São Paulo. Carrega consigo o apelido de um gigante da Seleção Brasileira, que herdara de seu pai devido a semelhança entre ambos. Aos 10 anos, "Sandrinho" começou a trabalhar em um açougue no bairro de Lauzane Paulista. Sete anos depois, em 1994, estreava como profissional no futebol de salão vestindo a camisa do Corinthians.

      Desde então, Falcão começou a transformar sua vida da água para o vinho. Com o apoio de João Eli Vieira (pai do atleta) com quem trabalhava manejando as carnes, largou o emprego para focar na nova trajetória. O clube paulista o contratou depois de ver a desenvoltura do jovem promissor ao jogar pelo modesto Guapira-ZN. A partir daí, o camisa 12 só decolou.


      O maior ícone do futebol de salão de todos os tempos atingiu números que até Einstein sofreria para montar uma equação afim de encontrar alguma solução para definir este gênio das quadras. Contudo, Einstein não entendia de futebol, então tentamos nós cumprir esta missão.

      Durante toda a carreira, Falcão defendeu 12 clubes (incluindo o São Paulo FC em 2005, no campo), bem como a Seleção Brasileira. Foram 100 títulos conquistados, sendo 24 deles pela seleção. Além disso, obteve 50 prêmios individuais, incluindo quatro vezes o Melhor Jogador de Futsal do Mundo pela FIFA (2004, 2006, 2011 e 2012).

      Dentre os triunfos, Falcão foi bicampeão Mundial de Futsal com a seleção (2008 e 2012) e campeão dos Jogos Pan-Americanos (2007). Vale igualmente ressaltar os nove títulos Grand Prix angariados de 2005 a 2015 (salvo 2010 e 2012). Ainda mais, foi o único jogador a ganhar nove Ligas Futsal, sendo cinco delas na sequência (2010-2014) por quatro clubes diferentes.

      Entretanto, ser uma máquina de vitórias não é tão fácil quanto parece. Nesse ínterim, Falcão relata o momento mais difícil da sua carreira, que foi marcado por dor, drama e glória. “O maior desafio  foi superar, na época do Mundial de 2012, a paralisia facial. O Brasil estava perdendo para a Argentina, e eu consegui fazer dois gols e a gente virou o jogo”, explicou o atleta.

      Este jogo contra a Argentina foi nas quartas de final do torneio. Contudo, na final, o Brasil perdia para a Espanha por 2 a 1, e Falcão votou à quadra para, novamente, fazer a diferença. Com o rosto ainda paralisado, ele entrou e fez o gol do empate. Na prorrogação, Neto marcou e o Brasil conquistou aquele título de forma histórica.

      Planos para o futuro

      Hoje, aos 41 anos, o artilheiro de mais de 2000 gols, assim como maior artilheiro em Copas do Mundo a modalidade, defende o Magnus Futsal/Sorocaba. Ou seja, esta equação ainda pode ganhar mais componentes no somatório deste verdadeiro campeão.

      Vale ressaltar que o ala-esquerdo também é o maior artilheiro de todas as Seleções Brasileiras que jogam com a bola nos pés. Dessa forma, ele acumulou impressionantes 396 gols em 20 anos defendendo a Amarelinha.

      Questionado sobre até quando deve atuar, Falcão revelou seus planos para o futuro. “Meus planos é este ano fazer a despedida da Seleção Brasileira, quem sabe seja este meu último ano. Mas claro, outros planos é fazer jogos de exibição, fazer esses tipos de evento de rodar o Brasil e o mundo fazendo jogos, assim como o Ronaldinho Gaúcho faz", disse o jogador.

      "Tenho alguns eventos com o próprio Ronaldinho Gaúcho. Agora dia 15 de setembro a gente vai fazer um jogo no Ibirapuera, tenho certeza que será um sucesso. Então, parar de jogar profissionalmente, mas continuar rodando o Brasil e o mundo fazendo jogos de exibição”, finalizou o eterno craque da camisa 12 que nem mesmo Einstein seria capaz de decifrar.

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