Resumão da Copa - Fique por dentro de tudo que aconteceu no 18º dia

    01 JUL 2018
    01 de Julho de 2018

    Senhoras e senhores, o segundo dia de mata-mata na Copa do Mundo não foi para amadores. Este domingão de futebol teve de tudo: polêmica, disputa por pênaltis, zebra, gols relâmpago e dois heróis improváveis. Confira todos os detalhes e repercussões deste 18º dia de confrontos na Rússia, que definiu mais dois quadrifinalistas:

    Rússia (4) 1x1 (3) Espanha

    As expectativas estavam nas alturas ?após o mata-mata da Copa do Mundo começar com dois belos confrontos no sábado (30), com França e Uruguai avançando em jogos emocionantes. Com um Estádio Lujniki completamente abarrotado de russos eufóricos, a seleção da casa desafiou a campeã de 2010, Espanha, apontada como uma das favoritas ao título este ano. O prematuro gol espanhol através de bola parada, contando com uma infelicidade do zagueiro Ignashevich, deu uma falsa impressão de que a missão da Fúria seria tranquila. Mas não foi bem assim. Voltando a apresentar o futebol sonolento e burocrático das primeiras três partidas, os comandados de Hierro 'sentaram' na vantagem e pouco criaram após inaugurar o marcador. A acomodação espanhola foi punida aos 40' da primeira etapa, com Dzyuba, de pênalti. A infração foi assinalada pelo árbitro após toque de mão de Piqué.

    O segundo tempo se desenvolveu da mesma forma: espanhóis dominando a posse de bola, mas sem verticalidade ou chances claras de gol. Muito disciplinada na defesa, a Rússia não dava espaços para Isco, Asensio ou Diego Costa brilharem. Akinfeev foi exigido algumas vezes e correspondeu bem, parando finalização perigosa de Iniesta. Desta forma, o jogo caminhou para a prorrogação, onde pouca coisa aconteceu. Das cobranças de pênalti, veio o 'herói improvável': vilão na Copa do Mundo de 2014, o goleiro russo Akinfeev saiu de campo ovacionado, carregado pelos seus companheiros, após parar as cobranças de Koke e Iago Aspas. Smolov, Ignashevich, Golovin e Cheryshev anotaram pelos donos da casa, levando a anfitriã para as quartas de final pela primeira vez em sua história (desde o fim da União Soviética).

    Croácia (3) 1x1 (2) Dinamarca

    Apontado por muitos como o duelo com favorito mais 'evidente' (ao lado de Bélgica vs. Japão), Croácia e Dinamarca entraram em campo no Estádio de Nijni Novgorod cientes de qual adversário teriam pela frente em caso de vitória: a Rússia. Os dinamarqueses chegaram pra partida com 18 jogos de invencibilidade, enquanto os croatas tinham a missão de repetir o ótimo futebol apresentado na fase de grupos. Os minutos iniciais foram de insanidade total. Logo no primeiro lance de perigo da partida, quando o relógio ainda apontava 1', Jørgensen aproveitou bobeira da zaga croata, finalizou e ainda contou com colaboração do frango de Subasic. Foi o gol mais rápido da história do país nórdico em Mundiais. Contudo, somente três minutos depois, a defesa dinamarquesa devolveu a gentileza, falhou e concedeu o empate, sacramentado pelo atacante Mario Mandzukic. No restante da primeira etapa, a Croácia dominou territorialmente e incomodou Schmeichel, mas sem a inspiração dos duelos anteriores.

    A segunda etapa decepcionou. As duas seleções cadenciaram demais e pouco criaram ofensivamente. Por vezes, a Dinamarca tomou as rédeas e controlou a posse de bola, mas não conseguiu assumir a liderança do marcador. Como no jogo das 11h, mais um confronto caminhou para a prorrogação. Diferentemente do jogo entre Espanha e Rússia, sobrou emoção. Aos 10' da etapa complementar, Modric deu passe açucarado para Rebic, que avançou e driblou Schmeichel. Quando o atacante croata ia se consagrar, foi derrubado pelo autor do gol, Mathias Jørgensen. Só um milagre salvaria a Dinamarca, e ele veio através de seu camisa 1. Schmeichel parou o craque Modric, com belíssima defesa sem dar rebote. Nas penalidades, Schmeichel novamente tentou roubar a cena com duas defesaças, mas viu seu companheiro de posição brilhar mais. Subasic, que falhou no gol de Mathias Jørgensen, defendeu incríveis três cobranças, parando Eriksen, Schöne e Nicolai Jørgensen. É somente a segunda vez que o goleiro defende três penalidades em uma Copa do Mundo. Croácia nas quartas de final!

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